As rotinas de médicos com os novos tipos de consulta

A pandemia em curso tornou algo ainda mais evidente: quando se trata de médicos, não há um dia em que eles não estejam de plantão. Por conta de muitas pessoas ainda evitarem idas aos hospitais devido à pandemia, nota-se um aumento da procura dos médicos por canais digitais.

Há casos de mulheres grávidas e até que apresentaram resultado positivo para COVID-19, mas estão com sintomas leves, que passaram a buscar um horário com seus médicos por meio de teleconsultas.

Para quem ainda não adota a prática, o #SeCuidaDoutor já apontou as normas brasileiras para a prática da telemedicina, assim como boas práticas para o trabalho remoto.

O Conselho Federal de Medicina acredita que esse tipo de atendimento não vai substituir o modelo tradicional de atendimento e alerta que é importante levantar informações sobre o profissional de saúde.

“Importante se certificar se é um médico mesmo, registrado no seu conselho regional; qual plataforma usa —para que nenhum tipo de imagem sua possa trafegar na mídia social. São aspectos que parecem impossíveis de acontecer, mas podem acontecer”, destaca Donizetti Giamberardino, primeiro vice-presidente do Conselho Federal de Medicina.

Victor Miranda, médico que atende em Paraisópolis, diz que a consulta virtual é mais ágil, mas não substitui o contato no consultório. “Existem limitações. A telemedicina veio para somar e não substituir o que a gente fazia antes. Caso o paciente tenha necessidade de ser realmente examinado naquele momento, ou tenha algum sinal de gravidade, é dever do médico encaminhar ele para um sistema de saúde que tenha maior condição de ajudá-lo”, explica.

Médicos em diversos países do mundo relatam casos de pacientes que relutam em pagar por esse modo de consulta por sentirem falta da interação pessoal tradicional. A necessidade do momento visa uma conscientização entre médicos e pacientes, como forma de superar esses gargalos.

Por conta da crise do novo coronavirus muitos médicos estão flexibilizando sua agenda para apoiar pacientes com essa doença. No entanto, caso o profissional da saúde precise examinar o quadro, sintomas e dar uma recomendação e acompanhamento, é necessário explicar ao paciente que será preciso realizar uma consulta, mesmo que online, cobrando pelo serviço.

É válido lembrar que, no geral, a teleconsulta é menos onerosa para o médico, que muitas vezes não mantém mais uma clínica do porte pré-pandemia, além de ser possível ter uma relação de cuidado mesmo à distância.

A médica Adriana Mallet, coordenadora da SAS Brasil, aponta que “o mais importante de tudo isso é que acolhamos as pessoas, porque elas estão com medo de ir para uma unidade de saúde física. Se no dia seguinte mandarmos uma mensagem e falarmos: ‘como é que você está se sentindo hoje, melhorou?’, a gente consegue realmente acompanhar essa pessoa, ela se sente mais cuidada. E isso faz com que evite de se expor na rua, em um atendimento que, muitas vezes, é desnecessário”.

Já Monica Broome, médica diretora da Universidade de Miami, aponta que aprender a dizer não para paciente é muito importante para relação com pacientes. “É importante escutar com calma as queixas e problemas relatados e nunca entrar em discussões. Com respeito e empatia, precisamos e direcionar a conversa sempre com muito profissionalismo” afirma.

*A Bayer não tem parceria ou se responsabiliza pelos serviços citados e prestados por terceiros.

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