Benefícios de participar de ensaios clínicos

A heterogeneidade da população brasileira, o imenso número de casos e bons centros de pesquisas fizeram do Brasil um dos principais centros para a realização de estudos clínicos.

Até o fim de agosto, pelo menos 36 ensaios clínicos com medicamentos para prevenção ou tratamento da COVID-19 haviam sido autorizados pela Anvisa no Brasil.

Além desses, há outros que buscam analisar o efeito de substâncias no combate contra a doença ou nos pacientes que já tiveram alta. Segundo a plataforma ClinicalTrials, pelo menos 85 estudos relacionados ao novo coronavírus já foram registrados no Brasil, entre eles pesquisas sobre a suplementação de vitamina D em pacientes com a doença, tratamento com plasma convalescente e até uso de extrato de própolis verde em pessoas afetadas pela COVID-19.

Além de tornar possível, na prática, ser protagonista no combate ao novo coronavírus, a decisão de participar ou liderar um grupo de estudo pode ser interessante para profissionais da saúde por outros motivos.

Um dos benefícios imediatos é a contribuição que ensaios clínicos podem trazer à ciência e à sociedade. Os estudos são uma forma de garantir que pacientes e profissionais tenham acesso a informações atualizadas, além de permitir a cooperação entre grupos de pesquisa e de evitar a duplicação de esforços de se realizar estudos já conduzidos.

Protagonismo no desenvolvimento de novas terapias, desenvolvimento profissional ao liderar avanços em áreas específicas da medicina, reconhecimento como referência na área de pesquisa e remuneração financeira também são vantagens de participar como pesquisador.

Há ainda outros benefícios mais amplos, que vão além dos resultados clínicos, conforme aponta a Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa). Entre eles, o aumento do acesso à saúde, a atração de investimentos e movimentação da economia, o aumento da produção científica no país e o fortalecimento do sistema de saúde.

Para os interessados na classe médica, o #SeCuidaDoutor já explicou como protocolar ensaios clínicos. Médicos e odontologistas podem se tornar investigadores ou subinvestigadores de pesquisa clínica caso tenham qualificação acadêmica, treinamento e experiência para desenvolver e guiar o estudo seguindo as normas regulatórias vigentes.

*A Bayer não tem parceria ou se responsabiliza pelos serviços citados e prestados por terceiros.

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