Como a pandemia afetou os relacionamentos amorosos

A pandemia de COVID-19 reformulou relacionamentos pessoais de maneira sem precedentes. Medidas de isolamento social distanciaram amigos, comunidades em geral e inclusive namorados ou parceiros.

Após o período de quarentena mais restritivas, muitos casais que estavam à distância e pessoas solteiras começam a cogitar a possibilidade de reencontro. Com isso, muitas dúvidas surgem da segurança de encontros afetivos em tempos de novo coronavirus. O #SeCuidaDoutor separou o que especialistas dizem a respeito. Confira abaixo.

Jessica Justman, professora e médica assistente da Divisão de Doenças Infecciosas da Universidade de Columbia Irving Medical Center aponta que não há indícios de transmissão sexual da COVID-19.
No entanto, por ser disseminada por gotículas respiratórias e o vírus permanecer em superfícies por dias, o contato interpessoal pode ser um fator de risco durante relações. “Não estamos vendo padrões que indiquem transmissão sexual. Mas o beijo ou uma conversa já pode ser um grande vetor de transmissão do novo coronavirus” explica a médica.

O vírus é transportado em gotículas respiratórias transmitidas por espirros e tosse. Se houver pessoas por perto, as gotas podem cair em suas bocas ou narizes ou, possivelmente, ser inaladas.

De acordo com Huma Farid, instrutora de obstetrícia e ginecologia na Harvard Medical School, esse risco não significa que você deva se isolar de seu cônjuge ou parceiro e deixar de ser íntimo de forma alguma.
“Caso os parceiros estejam saudáveis, sentindo-se bem, praticando distanciamento social e não tiveram contato com ninguém com COVID-19, é provável que toques, abraços, beijos e sexo sejam seguros” explica a doutora.

No entanto, Farid alerta que o Centro de Controle de Doenças e Prevenção dos Estados Unidos (CDC) relata que algumas pessoas podem ter o vírus e ainda não apresentar sintomas durante a parte inicial do período de incubação (pré-sintomático). Além disso, algumas pessoas nunca desenvolvem sintomas óbvios de COVID-19 (assintomático).

“Em qualquer dos casos, é possível que o vírus se espalhe por meio do contato físico e da intimidade. Por isso, casais que querem se encontrar pela primeira vez precisam antes ter seguido com rigor a quarentena e distanciamento social para minimizar os riscos de contágio” explica Farid.

Com o novo momento das relações, é preciso ter muito cautela antes de qualquer contato. Carlos Díaz, professor de Saúde Pública da George Washington University, relembra que formas virtuais de afeto e carinho que podem suprir o encontro presencial, especialmente em regiões com muitos casos da doença..

*A Bayer não tem parceria ou se responsabiliza pelos serviços citados e prestados por terceiros.

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