Como apoiar pacientes com sequelas após COVID-19

Superar um caso de COVID-19 é um fato a ser comemorado, mas mesmo após a alta, uma série de cuidados são necessários. Ainda há incertezas em relação às sequelas causadas pelo novo coronavírus e à duração das mesmas, mas há inúmeros relatos de ocorrências após a contaminação.

Os sintomas variam. Mesmo em casos moderados, há pacientes que reclamam de cansaço, falta de ar, fadiga, dificuldade para engolir (disfagia) e alterações de sensibilidade. Nos quadros mais graves, há relatos de fibrose pulmonar, síndrome pós-UTI pelo uso prolongado de respiradores, alterações nos sistemas cardiovascular, renal, intestinal e até no cérebro.

Há também registros de reclamações ligadas a saúde mental. Ansiedade, falta de sono e transtorno de estresse pós-traumático são algumas das possíveis consequências do isolamento, tratamento e internação devido ao novo coronavírus.

Como há registros de surgimento de sintomas tanto imediatamente após a saída do hospital como semanas após a alta, é fundamental acompanhar o quadro do paciente. O encaminhamento para reabilitação com um fisioterapeuta pode ser recomendado tanto para a reabilitação do pulmão, com o objetivo de melhorar a oxigenação e a ventilação pulmonar, quanto para a mobilização do paciente, que busca evitar o desconforto muscular e o atrofiamento.

O fisioterapeuta atua de diferentes formas no tratamento dos efeitos da COVID-19, segundo o Complexo Hospital de Clínicas da UFPR. Nos quadros de insuficiência respiratória grave, o profissional ajuda na limpeza do pulmão e na mobilização. Quando o paciente já consegue respirar sozinho, é responsável por auxiliar com exercício musculares e respiratórios. E na fase pós-hospitalar, um programa de atividades físicas pode ser planejado e acompanhado pelo fisioterapeuta a fim de reduzir os efeitos das sequelas e eventuais complicações.

De acordo com artigo assinado por um grupo de pesquisadores publicado no Annals of Physical and Rehabilitation Medicine, é considerado apto para o início do processo de reabilitação pacientes com:

  • Sete ou mais dias de convalescença
  • 72 horas sem febre ou uso de antitérmicos
  • Frequência respiratória e saturação de oxigênio estáveis em repouso
  • Estabilidade clínica e radiológica

Caso o paciente preencha esses critérios, é preciso realizar avaliações para identificar os principais pontos a serem trabalhados. Entre as verificações possíveis estão avaliação de capacidade aeróbica, musculoesquelética e neuropsíquica.

Uma rotina de exercícios associada a ciclos de treinamento orientados por metas, com reavaliação a cada quatro semanas, permite definir os próximos passos e o encaminhamento para prática de exercícios sem supervisão. Além disso, há diversas possibilidades de exercícios e reabilitação à distância.

diversos exemplos de rotinas de exercícios que podem ser indicados sem orientação para os casos mais estáveis. A maior parte deles pode ser realizado em casa, com objetos do cotidiano.

*A Bayer não tem parceria ou se responsabiliza pelos serviços citados e prestados por terceiros.

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