Como entreter os filhos e manter os laços afetivos? Dicas para profissionais da saúde encararem esses desafios

Com criatividade e ajuda da tecnologia é possível cuidar da saúde, educação e diversão das crianças e adolescentes durante a pandemia de Covid-19

Em meio à crise da Covid-19, você tem de encarar os desafios de, muitas vezes lidando com pacientes infectados: proteger os filhos de um possível contágio e ainda mantê-los entretidos em casa. Confira como ajudar a família a passar por esse momento, inclusive se o isolamento domiciliar for necessário, e atividades para crianças e adolescentes ocuparem o tempo de forma saudável e criativa.

Adaptação da rotina familiar durante o período de quarentena

Converse sobre a situação – é essencial explicar para as crianças e adolescentes os motivos do distanciamento social, o que o Coronavírus tem causado e por que algumas regras mudaram em casa (como hábitos de higiene e limpeza, evitar contato físico como beijos e abraços, evitar dormir na mesma cama que os pais). Conversar abertamente é importante até para que os filhos entendam que não se trata de um período de férias, portanto não vão poder brincar com outras crianças do condomínio, por exemplo, ou visitar os avós por um tempo.

Controle a ansiedade das crianças – tendo conversado e tirado as dúvidas dos filhos sobre a pandemia, evite que eles se exponham o tempo todo a notícias e informações, pois podem causar ansiedade e medo, visto que um de seus pais (ou ambos) cuida de pessoas que podem estar infectadas. Explique que a sua profissão não permite que você fique em casa com eles, mas que está cuidando de outras pessoas lá fora e isso é muito importante.

Seja mais flexível com horários – o ideal é que as crianças mantenham suas rotinas o mais parecida possível com a de antes, quando estavam frequentando a escola. Por exemplo, se tinham aulas de manhã, é interessante que reservem esse período para atividades educativas, de aprendizado, mantendo a tarde livre para outras. Porém, o distanciamento social é uma situação incomum e estressante, então não há problemas em deixar que os filhos vejam televisão ou joguem videogame por mais tempo. O importante é mesclar esses hábitos com outras atividades.

Atividades para crianças e adolescentes durante a quarentena

Para dançar

Crianças pequenas – estudos mostram que ouvir música ajuda no desenvolvimento cognitivo e linguístico das crianças. Se seu filho for bebê, você pode colocar uma música tranquila enquanto ele está de bruços ou engatinhando e ele pode reagir aos estímulos. Outra atividade é colocar uma música e pedir para a criança desenhar e pintar o que ela sentiu ao ouvir.

Crianças maiores – além de jogos de videogame de dança, como o Just Dance, que ensina coreografias de músicas da atualidade e dá a possibilidade de desafiar outra pessoa, uma atividade interessante é apresentar músicas e clipes da sua época e incentivar que a criança use acessórios para interpretar e dançar. Há também o canal Fit Dance Kids & Teens no YouTube, que tem tutoriais de coreografias para crianças e pré-adolescentes.

Adolescentes – canais famosos de dança no YouTube, como o Fit Dance, Just Dance e Learn How to Dance ensinam coreografias de músicas famosas da atualidade e desafios populares em redes sociais queridas pelos adolescentes, como o TikTok e Instagram. Além da diversão, é uma ótima forma de fazer exercícios físicos, que devem ser praticados dentro de casa durante a quarentena. Algumas academias de dança de bairro estão oferecendo planos de aulas online, veja em sua região.

Para aprender e desenvolver habilidades

Crianças pequenas – o aplicativo Kinedu é uma plataforma com mais de 1.600 atividades de desenvolvimento de bebês e crianças até quatro anos. Por meio do app os pais conseguem acompanhar resultados e acessar conteúdos de apoio. Também é possível adicionar também outros familiares e/ou babás.

Crianças maiores – há diversas plataformas para aprender e testar conhecimentos gerais, de português, matemática, ciências e até outras línguas em forma de games e histórias. Alguns exemplos: Escola Games, Laboratório de Educação e Play Kids. A Faber Castell liberou o acesso gratuito a diversos cursos de atividades criativas para todas as idades.

Além de cursos online, o aprendizado também pode ser “mão-na-massa”. As crianças podem aprender uma receita culinária simples, como bolo, por exemplo, ou costurar algo (ambas atividades precisam de supervisão). Dê responsabilidades em casa, de acordo com a idade de cada criança, como fazer o próprio lanche, arrumar o quarto, lavar e guardar a louça, entre outros.

Adolescentes – algumas plataformas educativas têm ajudado escolas públicas e particulares a manterem atividades durante a quarentena. A plataforma Stoodi disponibilizou mais de 5 mil vídeos e 30 mil bancos de exercícios, incluindo as últimas edições das provas do Enem. A Impacta Tecnologia liberou seus cursos especializados, como design, marketing, finanças, Big Data, entre outros. Outra oportunidade durante o período é começar a aprender uma nova língua. O Duolingo tem mais de 30 opções de idiomas, com lições online e interação com pessoas de outros países.

Caso o jovem se interesse por música ou queira aperfeiçoar as habilidades com algum instrumento que tenha em casa, diversos professores trabalham com aulas online. Consulte escolas de artes em sua região.

Para os filhos mais velhos, as responsabilidades de casa podem ser maiores, como fazer parte da faxina, cozinhar, separar roupas para doação.

Para entreter

Crianças pequenas – programas infantis dificilmente vão deixar de agradar os pequenos, mas, para que não se limitem só à televisão e tablet, deixe à disposição deles brinquedos de encaixar, material de colorir, massa de modelar. Reserve um tempo para ler junto da criança. Invista também em brincadeiras ativas, como amarelinha no quintal, se houver, o mestre mandou, caça ao tesouro.

Crianças maiores – é importante deixar que gastem energia em brincadeiras ativas. Se não tiver quintal ou varanda, adapte um cômodo afastando móveis e retirando objetos que podem quebrar ou oferecer algum risco de acidente. Aproveite para estabelecer regras com as crianças de onde podem brincar.

O distanciamento social pode fazer as crianças sentirem falta de outros familiares, se tinham o hábito de estar junto frequentemente. Incentive que os pequenos montem uma árvore genealógica, se possível com fotos da família. Eles podem recorrer aos tios e avós por telefone ou chamada de vídeo para obter informações e aproveitar para matar as saudades.

Se for da vontade das crianças, combine com outros pais de amigos da escola para que eles façam uma chamada de vídeo. Para isso, é possível usar o próprio WhatsApp, Skype, Google Hangouts, FaceTime.

No período de distanciamento social é importante usar a imaginação para adaptar atividades. Muitos artistas estão promovendo lives em seus perfis e transmitindo shows de suas próprias casas. Uma boa pedida é sugerir que o jovem escolha uma programação para assistir enquanto realiza uma chamada de vídeo com seus amigos. Isso tudo com direito a produção de roupas e comes e bebes, como se estivesse em uma festa.

Em caso de isolamento domiciliar procure manter hábitos familiares

Em alguns casos, você pode ter de ficar em isolamento, seja em sua própria casa, ou algum outro local. Em ambas situações, o contato com os filhos é limitado e a família toda acaba sentindo o impacto do afastamento. É importante que a criança saiba o motivo do isolamento, quanto tempo ele pode durar e por que é necessário.

Além das chamadas de vídeo e ligações telefônicas para se comunicar com os filhos, pense em atividades e coisas que vocês têm em comum para estreitar os laços de afeto. Por exemplo, se todo sábado costumavam comer pizza, mantenha essa tradição mesmo à distância e jantem juntos por vídeo. Vocês também podem combinar de montar um playlist colaborativa no Spotify, com músicas preferidas de ambos, para ouvirem durante o dia. Caso seu filho seja bebê ou criança pequena, leia ou cante para ele, para que ouça sua voz.

*A Bayer não tem parceria ou se responsabiliza por serviços prestados por terceiros.

<< voltar para Covid-19