Como saber se vale a pena investir em IPOs

Empresas de todos os portes pausaram ou desaceleraram os planos devido à pandemia do novo coronavírus. À medida em que cidades começam a reabrir e a economia tenta encontrar meios de entrar nos trilhos novamente, as empresas também tiram o pé do freio.

O Brasil tinha, no início de setembro, mais de 50 empresas na fila para captar recursos através da listagem de suas ações na Bolsa. Os IPOs, ou Oferta Pública Inicial de Ações, costumam atrair interesse de investidores, sejam grandes ou pequenos. Nem sempre, porém, é vantajoso investir em quem está entrando na Bolsa pela primeira vez.

Segundo levantamento da Economatica publicado pelo UOL, desde 2004, de 113 empresas que abriram capital desde 2004, 72 (o equivalente a 64%) entregaram aos investidores retornos superiores ao Ibovespa, índice referência da Bolsa brasileira, após dois meses do IPO. Ao analisar o período de seis meses, esse percentual cai para 56%.

Investir em renda variável pode não ser recomendado para todos os perfis de investidores, há uma série de riscos envolvidos e investidores precisam estar atentos a alguns pontos. Reunimos dicas de alguns especialistas para ajudar quem está na dúvida de embarcar ou não nas listagens de primeira viagem.

Controle de riscos

Lembre-se, a escolha por um IPO não deve ser sua única opção de investimento. A alocação de recursos deve ser coerente com a tolerância do investidor a riscos (algo que pode ser melhor definido através de questionários oferecidos por bancos e corretoras). Diversificar costuma ser uma recomendação essencial para quem entra no mercado financeiro.

Oscilação e turbulência

Os pregões de seguintes aos lançamentos costumam ter alta volatilidade. Isso porque muitos investidores entram para "flipar", isto é, comprar e vender ações já no primeiro dia de negociação, uma decisão arriscada que demanda amplo conhecimento do mercado e da atuação da empresa.

Informação, sempre

Buscar dados e informações sobre a empresa nunca é contraindicado para quem pensa em investir no mercado de renda variável. Em um IPO, essa busca pode ser um pouco mais complicada, porque as demonstrações financeiras disponíveis podem ter um histórico mais curto (de pelo menos três anos). Comparar o preço das ações com concorrentes diretos, analisar o prospecto do IPO (documento em que a empresa detalha sua operação, vulnerabilidades e o que precisa fazer com o capital levantado) e consultar a opinião de especialistas também pode ser útil.

Para os iniciantes, busque entender melhor como funciona o mercado de ações e a dinâmica de um IPO. O professor do Insper Michael Viriato também reuniu algumas dicas para quem quer tentar faturar com as ofertas públicas iniciais.

*A Bayer não tem parceria ou se responsabiliza pelos serviços citados e prestados por terceiros.

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