Efeitos e consequências da volta às aulas presencial

Aos poucos, estados e municípios anunciam regras para o retorno das crianças às aulas presenciais —um alívio para parte considerável dos pais brasileiros. Escolas de todo o país estão fechadas há cerca de quatro meses por causa da pandemia. Desde então, alunos têm tido acesso aos conteúdos de maneira remota, pela internet ou em transmissões na televisão. Os problemas de infraestrutura e a falta de conectividade, porém, transformam o ensino à distância em um desafio ainda maior no Brasil.

Segundo levantamento realizado pela reportagem do UOL, sete estados planejam o retorno das aulas presenciais nos próximos meses. São Paulo e Acre anunciaram o a volta planejada para setembro, enquanto nos estados do Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás e Rio Grande do Norte a volta deve ocorrer ainda mais cedo, em agosto —dois deles, Goiás e Tocantins, ainda registram alta no número de mortes por COVID-19.

A pandemia terá efeitos a curto e longo prazo na educação dos jovens em idade escolar. A ONG Todos pela Educação elaborou uma nota técnica para discutir e subsidiar a tomada de decisão de escolas e governos no retorno às aulas presenciais. O conteúdo é sintetizado em três mensagens principais:

  1. As escolas irão se deparar com desafios que só poderão ser enfrentados com apoio de outras áreas

  2. Não será uma retomada de onde paramos —o retorno exigirá um plano de ações em diversas frentes e demandará intensa articulação e contextualização local

  3. As respostas ao momento atual podem dar impulso a mudanças positivas e duradouras nos sistemas educacionais

 

Cuidados no retorno às escolas

Em entrevista ao podcast Folha na Sala, o infectologista Francisco Ivanildo de Oliveira Júnior, do Instituto Emílio Ribas, afirma que a volta às aulas presenciais só poderia ser feita com tendência de diminuição da curva de mortes e de casos de COVID-19, algo que ainda não é realidade em muitos municípios do país.

No podcast, professores e pais relatam a insegurança em relação à reabertura das escolas, ainda que seja um anseio generalizado, principalmente por parte dos pais.

O retorno às aulas em meio à pandemia é um desafio global. Na Dinamarca as crianças lavam as mãos de cinco a seis vezes por dia, em Singapura os alunos mais velhos higienizam as próprias carteiras e no Reino Unido menos da metade dos alunos apareceram, conforme mostra a BBC.

No Brasil, os critérios para o retorno às escolas foram definidas ou estão sendo desenhadas pelas secretarias estaduais e municipais de educação em conjunto com as instituições de ensino. Há variações de estado para estado. Em São Paulo, por exemplo, a determinação é que as escolas operem com 35% de capacidade máxima a partir de 8 de setembro, enquanto em Tocantins haverá revezamento de metade dos alunos.

Alguns requisitos básicos, no entanto, devem ser seguidos —e é sempre válido orientar pais, alunos e diretores a observarem essas regras:

 

  • Uso obrigatório de máscara por alunos, professores e funcionários;
  • Respeito ao distanciamento social;
  • Desinfecção e higienização mais frequentes;
  • Salas mais arejadas;
  • Redução no número de alunos por turma com adoção de rodízio, com parte deles assistindo às aulas à distância.

*A Bayer não tem parceria ou se responsabiliza pelos serviços citados e prestados por terceiros.

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