Fique por dentro sobre como notificar casos suspeitos e confirmados de COVID-19

Pacientes com COVID-19 muitas vezes possuem sintomas semelhantes aos de síndromes respiratórias, o que pode acabar dificultando a notificação da doença, especialmente pelo fato do Brasil ainda não ter conseguido implementar uma política ampla de testes.

Para auxiliar os profissionais do setor, fizemos um guia prático a partir de informações disponíveis pelo Ministério da Saúde para facilitar a notificação de casos suspeitos e confirmados do novo coronavírus.

Quando e quem deve notificar?

Profissionais e instituições de saúde do setor público ou privado, em todo o território nacional, devem realizar a notificação dentro do prazo de 24 horas a partir da suspeita inicial do caso ou óbito. A ficha de notificação pode ser encontrada no site do ministério.

Casos suspeitos

(i) Síndrome Gripal (SG)

Definida por paciente com quadro respiratório agudo, caracterizado por sensação febril ou febre (mesmo que apenas relatada), acompanhada de tosse OU dor de garganta OU coriza OU dificuldade respiratória. Importante lembrar que, na suspeita de COVID-19, a febre pode não estar presente.

Em crianças, pode ser considerado como sintoma a obstrução nasal, na ausência de outro diagnóstico. Em idosos, é preciso considerar também síncope, confusão mental, sono excessivo, irritabilidade e ausência de apetite.

Unidades públicas (atenção primária e pronto atendimento) e unidades privadas (clínicas, consultórios etc.) devem notificar casos de SG por meio do sistema e-SUS VE.

Unidades de Vigilância Sentinela de Síndrome Gripal devem seguir os fluxos já estabelecidos para a vigilância da influenza e outros vírus respiratórios, utilizando o Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe).

(ii) Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)

Definida como síndrome gripal que apresente: falta de ar/desconforto respiratório OU pressão persistente no tórax OU saturação de O2 menor que 95% em ar ambiente OU coloração azulada dos lábios ou rosto.

Em crianças é preciso também observar batimentos de asa de nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e falta de apetite.

Os casos de SRAG hospitalizados devem ser notificados no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe).

Casos confirmados

Os casos de COVID-19 podem ser confirmados por critério laboratorial, a partir de testes de biologia molecular ou imunológico. Detalhes sobre cada um dos testes podem ser encontrados em matéria sobre o assunto no site do #SeCuidaDoutor.

Se não for possível realizar a investigação laboratorial, casos suspeitos de SG e SRAG também podem ser confirmados por critério clínico-epidemiológico. É preciso que, nos últimos sete dias antes do aparecimento dos sintomas, o paciente tenha tido contato próximo ou domiciliar com algum caso confirmado laboratorialmente de COVID-19

Notificação de óbito

Óbitos suspeitos, independente de internação, devem ser notificados no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe). Mais informações e um guia para as declarações de óbito podem ser encontradas no site do #SeCuidaDoutor

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