Histórias de superação podem inspirar médicos e pacientes no tratamento de doenças

O tratamento de doenças pode ser um processo complexo que envolve, além da parte médica, muita força de vontade de pacientes e seus familiares para lutar e enfrentar situações que muitas vezes são traumáticas e exaustantes.

Há diversos grupos ao redor do mundo que prestam apoio aos pacientes que lutam para sobreviver. Um dos maiores exemplos disso, eternizado nos cinemas pelo ator Robin Williams, é o médico e ativista Patch Adams, que utiliza do humor para tentar aliviar o sofrimento de pacientes em sua clínica Gesundheit Global Outreach.

Os pacientes com insegurança em sua recuperação se sentem menos motivados para realizar tratamentos de longo prazo, sobretudo os que têm mais incerteza face ao prognóstico, é o que aponta estudo recente publicado na Revista Latino-Americana de Enfermagem, que pesquisou pacientes em tratamento para diversos tipos de diabetes.

Para engajar os pacientes no tratamento, alguns hospitais pelo Brasil vêm adotando a estratégia de criar grupos nos quais pessoas que superaram adversidades relatam como conseguiram superar a situação. De acordo com a médica fisiatra Celi Alves, uma das responsáveis por introduzir no Hospital de Apoio de Brasília (HAB), a iniciativa de reunir pacientes que receberam alta para mostrar aos internados como a reabilitação é possível e auxilia na recuperação de novos enfermos.

Para a médica, “apesar de o serviço ser pouco conhecido na rede pública, é essencial para trabalhar aspectos emocionais e motores dos internados”.

Thamara Oliveira uma das participantes do programa do HAB, ficou tetraplégica após sofrer um acidente aos 21 anos de idade e conseguiu após muito esforço seguir com a vida. Inclusive, contra todos prognósticos, realizou o sonho de ter uma filha: batizada Vitória, símbolo de sua superação.

Em entrevista ao Agência de Brasília, Thamara contou a experiência de oito anos após o acidente, poder visitar o HAB para conversar com outros pacientes da unidade que estão na mesma situação na qual estivera.

“Quando estava internada aqui, fui a essa mesma reunião e sei pelo que estão passando. Na época, ouvi dos que tiveram alta como eles conseguiram seguir com a vida, ter filhos. Agora, estou aqui desse lado, com minha família, e sei como é importante mostrar que todos nós podemos seguir em frente”, conta Thamara.

Na oncologia também é comum que grupos de pacientes deem suporte uns aos outros, visto que o tratamento mais comum da doença, a quimioterapia, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA)  pode ocasionar inúmeros efeitos colaterais como enjoo, vômitos, diarreia, fraqueza, queda de cabelo e feridas na boca, durante e pós tratamento.

Um exemplo disso é que no início de novembro o Ambulatório de Oncologia do Hospital de Cirurgia de Sergipe inaugurou  o “Sino da Gratidão” como forma de celebrar junto com toda a equipe multiprofissional do hospital o começo de um novo capítulo da vida de pacientes com câncer. Para o responsável Técnico da Oncologia Clínica do Hospital de Cirurgia, o médico André Peixoto, o sino tem uma representatividade enorme.

“É o símbolo da vitória, da gratidão, da superação física e emocional de pacientes que concluíram uma fase determinada do seu tratamento. Além do mais, ele motiva outros pacientes a alcançar o objetivo de vencer o câncer”, destaca Peixoto. Ele também  aponta a importância da motivação do paciente, familiares e toda equipe médica para o enfrentamento desse tipo de doença.

*A Bayer não tem parceria ou se responsabiliza pelos serviços citados e prestados por terceiros.

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