Indicadores mostram crescimento do setor de saúde em 2020 em meio à pandemia

2020 foi desafiador para todos os setores da economia. Alguns sofreram um forte baque e ainda estudam de que forma se recuperarão, enquanto outros, mesmo com as dificuldades causadas pelo novo coronavírus, encerrarão este ano com um crescimento em relação a 2019. É o caso do setor de saúde.

A pandemia levou empresas ligadas ao setor a realizarem e captarem investimentos robustos. De acordo com a consultoria CB Insights, empresas privadas do segmento de saúde levantaram US$ 55,1 bilhões em financiamento nos três primeiros trimestres deste ano, um crescimento nominal de 31,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo levantamento da consultoria, há hoje no setor de saúde 41 unicórnios — nomenclatura conferida às startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. A maior parte delas está concentrada nos Estados Unidos e na China.

Ainda de acordo com a CB Insights, nunca se investiu tanto dinheiro em pesquisa e desenvolvimento como neste ano. Só no terceiro trimestre de 2020, US$ 1,46 bilhão foram aportados em estudos clínicos, uma alta de 56,7% em relação ao terceiro trimestre de 2019, recorde até então.

Mercado brasileiro

No Brasil, indicadores também apontam para um incremento, apesar da maior parte dos investimentos do setor se concentrar nos mercados mais maduros.

A Distrito, que monitora o ecossistema de inovação no Brasil, afirma que as mais de 570 healthtechs ativas no Brasil receberam US$ 24 milhões de dólares em aportes no mês de outubro, mais que o triplo do registrado no mesmo período de 2019.

No cenário macroeconômico também houve progresso. O total de pessoas empregadas na saúde brasileira chegou a 4,3 milhões em setembro, segundo o IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar). O resultado representa um aumento de 2,2% nos últimos três meses.

Os gastos dos brasileiros com saúde também têm aumentado de forma progressiva. O centro de pesquisa IPC Maps projeta uma alta de 7% nas despesas com saúde em relação ao ano passado. Até o fim deste ano, a projeção é que R$ 275,8 bilhões sejam destinados pelas famílias brasileiras a medicamentos, planos de saúde, tratamentos e prevenção de doenças.

*A Bayer não tem parceria ou se responsabiliza pelos serviços citados e prestados por terceiros.

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