Manual prático para melhorar a qualidade de teleconsultas

No início de abril foi sancionada pelo presidente da República a Lei 13.989, que regulamenta o uso da telemedicina durante a pandemia de COVID-19. Apesar de alguns centros médicos já oferecerem a possibilidade há anos, a assistência online sem a presença de dois médicos em cada ponto do atendimento não era permitida no Brasil e sofria resistência por parte de conselhos regionais de medicina.

O consenso atual é que a modalidade é imprescindível para dar vazão à crescente necessidade de atendimento médico para o enfrentamento da pandemia. Por isso, separamos algumas dicas simples que podem facilitar a qualidade de seu atendimento remoto:

1. Câmera

Caso a resolução do seu notebook não seja alta e você não tenham uma webcam de qualidade disponível, uma boa opção é utilizar o próprio smartphone. Atualmente, as resoluções das câmeras de celulares são mais do que suficientes e praticamente todas plataformas de conversas em vídeo possuem versão para dispositivos móveis. Teste suas opções antes e escolha a mais eficiente.

Também não esqueça de limpar a lente da câmera! Com o uso diário, é comum o acúmulo de sujeiras na região. Para limpar, esfregue suavemente um pano de microfibra. Isso vai garantir que a imagem da transmissão esteja nítida para o paciente.

2. Microfone

Um ambiente silencioso é essencial para uma boa transmissão de áudio. Por isso, tente sempre procurar um cômodo com poucos ruídos para realizar seus atendimentos.

Outro ponto de atenção é em questão ao eco. Para reduzir este problema tente colocar no ambiente objetos macios que absorvam as ondas de som, como sofás, carpetes, almofadas etc.

Sempre que possível é importante utilizar um microfone dedicado em vez do embutido do computador ou celular. Vale ressaltar que os fones de conexão bluetooth, mesmo os mais caros do mercado, possuem atrasos de transmissão de dados em relação à imagem e podem deixar a voz com um aspecto “metalizado”. Dê preferência a fones com fios ou, no melhor dos casos, um microfone de lapela.

3. Iluminação

Busque sempre associar a maior incidência de luz possível para as transmissões de vídeo. O ideal é tentar buscar uma iluminação contínua e outra controlada. Exemplo: a lâmpada do teto combinada a uma luminária com luz branca à sua frente.

Atenção: nunca fique contra a fonte de luz, como, por exemplo, em frente a uma janela aberta!

4. Enquadramento

Caso vá utilizar o seu smartphone, tente posicioná-lo na horizontal e, de preferência, utilize um tripé ou um apoio caseiro durante a conversa. Dessa forma, há menos chances de a imagem ficar tremida.

Outro ponto a se ter em mente é olhar em direção à lente da câmera, e não à tela. Isso vai deixar a conversa com o paciente mais íntima e sincera —o famoso “olho no olho”.

5. Sem surpresas desagradáveis de última hora

Procure deixar o notebook ou celular sempre com a bateria cheia ou faça os atendimentos com tomada e carregador por perto. Isso evita que o equipamento seja desligado no meio de uma consulta.

Sempre faça testes antes das consultas. Isso vai ser importante para que o atendimento à distância seja realizado da melhor forma possível para ambas partes.

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