Nova vacina entra na fase de 3 de testes e se mostra promissora

Um quarto ensaio clínico de Fase 3 avaliando uma vacina experimental para o novo coronavirus começa a ter inscrição de voluntário ao redor do mundo, inclusive no Brasil. Nos Estados Unidos os testes começaram na última quarta-feira, dia 30 de setembro.

De acordo com o National Institutes of Health, dos Estados Unidos, O estudo foi desenvolvido para avaliar se a vacina experimental da Janssen (JNJ-78436725) pode prevenir COVID-19 sintomático após um regime de dose única.

Ao todo, é esperado até 60.000 voluntários inscritos no ensaio em quase 215 centros de pesquisa clínica nos Estados Unidos e internacionalmente. No Brasil, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os ensaios serão realizados em 7 mil pessoas de 18 a 60 anos.

Quatro vacinas estarem em testes clínicos na fase 3 em pouco mais de 8 meses da identificação da COVID-19 é um marco para a comunidade científica aponta o diretor da Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, Anthony S. Fauci.

“Este é um feito sem precedentes para a comunidade científica, tornado possível por décadas de progresso na tecnologia de vacinas e uma abordagem estratégica coordenada entre governo, indústria e academia ", completa Fauci.

A vacina da Janssen é um vetor recombinante que usa um adenovírus humano para expressar a proteína spike SARS-CoV-2 nas células. Os adenovírus são um grupo de vírus que causam o resfriado comum. No entanto, o vetor de adenovírus usado na vacina candidata foi modificado para que não possa mais se replicar em humanos e causar doenças.

Segundo as descobertas pré-clínicas publicadas na Nature. essa vacina experimental induziu respostas de anticorpos neutralizantes em macacos rhesus e forneceu proteção completa ou quase completa contra infecção por vírus nos pulmões e nariz após o infecção pelo novo coronavirus.

Essa mesma plataforma de desenvolvimento que levou à vacina da Janssen também esteve envolvida em projetos de imunização para zika, HIV e ebola, segundo Paul Stoffels, da Johnson & Johnson.

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