O que a aula de Harvard sobre felicidade pode te ensinar

Lecionada pela primeira vez há pouco menos de 20 anos, a aula sobre felicidade é uma das mais disputadas da história da Universidade Harvard. Ministrado pela primeira vez em 2004 pelo israelense Tal Ben-Shahar, o curso de Psicologia Positiva 1504 atraiu milhares de estudantes.

O tema segue ganhando força, inclusive dentro das empresas. Segundo a Warwick University, funcionários felizes são 20% mais produtivos no trabalho. Agora, empresas começam a contratar profissionais de RH específicos para aumentar o grau de bem-estar dos colaboradores.

A maior parte do aprendizado do curso de Ben-Shahar diz respeito a questões de cunho íntimo, mas para profissionais tão imersos em sua vida profissional como médicos, as recomendações, conselhos e lições podem ser estendidas também ao trabalho — como a importância de cuidar da saúde mental, de tomar soluções simples quando necessário e, sobretudo, a consciência de que somos humanos, e não super-heróis.

Confira algumas das principais lições de Ben-Shahar reunidas pela rádio pública americana NPR:

1) Conceda a si mesmo permissão para ser humano: Quando encaramos emoções (como medo, tristeza ou ansiedade) como algo natural, estamos mais propensos a superá-las. Rejeitar emoções, sejam positivas ou negativas, leva a frustração e infelicidade.

2) A felicidade reside na intersecção entre prazer e sentido. Seja no trabalho ou em casa, a meta é se engajar em atividades que são ao mesmo tempo relevantes pessoalmente e prazerosas. Quando isso não for possível, se certifique de que você tem “suplementos de felicidade” (“happiness boosts”), ou seja, momentos ao longo da semana que te propiciam prazer e sentido ao mesmo tempo.

3) Tenha em mente que felicidade depende principalmente do nosso estado mental, não de nosso status ou de nossa conta bancária. Tirando circunstâncias extremas, o nosso nível de bem estar é determinado pelo que nós escolhemos enfocar (o copo meio cheio ou meio vazio) e pela nossa interpretação de eventos externos. Por exemplo, vemos fracassos como algo catastrófico ou como uma oportunidade de aprendizado?

4) Simplifique! Nós somos, geralmente, ocupados demais, tentando espremer mais e mais atividades em cada vez menos tempo. Quantidade influencia qualidade, e nós comprometemos nossa felicidade ao fazer coisas demais.

5) Lembre-se da conexão corpo e mente. O que fazemos ou deixamos de fazer com nossos corpos influencia nossa mente. Prática frequente de exercícios, sono adequado, hábitos alimentares saudáveis levam à saúde física e mental.

6) Expresse gratidão sempre que possível. Nós normalmente tomamos nossas vidas como algo garantido. Aprenda a apreciar e saborear as coisas maravilhosas que existem na vida, das pessoas à comida, da natureza aos sorrisos.

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