O que médicos devem fazer e evitar em redes sociais

Redes sociais podem ser aliadas importantes durante o período de isolamento social, em que pacientes estão ainda mais conectados e os consultórios estão mais vazios. Só não esqueça que há uma série de restrições para médicos!

O CFM (Conselho Federal de Medicina) publicou diversas resoluções e atualizações nos últimos anos sobre a presença de profissionais da saúde em plataformas como Instagram, Facebook, Twitter e LinkedIn.

Uma das estratégias mais eficazes é trabalhar o marketing de conteúdo, ou seja, a publicação de informações relevantes sobre saúde e sua área de atuação, seja para seus pacientes ou não.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia preparou um guia de boas práticas para médicos utilizarem adequadamente as redes sociais. Lembre-se que reputação, ética e credibilidade são palavras-chave e precisam ser sempre preservadas. Outras dicas são:

  • Separar o perfil profissional do pessoal – Além de transmitir mais credibilidade, evita-se confusão de conteúdo e objetivos.
  • Direto ao ponto – Ao publicar informações, seja direto: escreva e grave vídeos simples, didáticos e de fácil compreensão. Uma boa opção é criar uma lista de tópicos, doenças ou procedimentos e tratá-los individualmente em cada postagem.
  • Visual importa – Algoritmos de redes sociais estão em constante transformação, mas fotos e principalmente vídeos curtos costumam ter mais visibilidade do que apenas texto.
  • Compartilhamento – Médicos podem (e devem!) divulgar em redes sociais informações importantes sobre doenças ou sua área de atuação, entrevistas ou artigos e outros materiais de fins educativos. Lembre-se de usar sempre fontes confiáveis.
  • Aumentar o engajamento – Não há fórmula para fazer um post ou perfil viralizar, mas é válido publicar com frequência e de forma regular, além de interagir com leitores e pacientes. Finalizar postagens com uma pergunta ou reflexão pode ajudar.
  • Privacidade e direito autoral – Cuidado com conteúdo que não é próprio. Mesmo postagens presentes em perfis públicos podem ter direitos autorais. Não esqueça que ainda que você apague algum post, é possível que muitas pessoas tenham visto (e até gravado) o conteúdo.

O que não publicar

Médicos que não respeitam as normas estabelecidas para boas práticas em redes sociais estão sujeitos a advertência, censura (confidencial ou pública) e, em casos extremos, cassação do direito de exercer a profissão.

Confira algumas das principais regras presentes na mais recente resolução do CFM, reunidas pelo Cremesp:

  • Teleconsultas – Durante a crise do novo coronavírus, o CFM e o Ministério da Saúde liberaram a prática da telemedicina de forma excepcional. Até o início da pandemia, porém, as consultas presenciais eram insubstituíveis. Somente pequenos esclarecimentos e solução de dúvidas simples à distância eram permitidas.
  • Confidencialidade – Não publique fotos do paciente ou selfies com ele, nem informações sobre pacientes específicos sem permissão. Se necessário, peça uma autorização por escrito para evitar problemas futuros.
  • Sem mágica – Jamais afirme que não podem existir complicações para determinados procedimentos ou que resultados são garantidos. Também é proibido publicar imagens de "antes e depois".
  • Sem elogios – Evite publicar referências a premiações que não tem valor científico (como "Melhor médico por voto popular") ou republicar elogios de terceiros.
  • Sem preços – Os valores cobrados por procedimentos, formas de pagamento disponíveis e promoções de consultas ou avaliações gratuitas não devem ser divulgados.
  • Responsabilidade – Páginas de hospitais, clínicas e instituições similares precisam divulgar as informações do diretor técnico médico responsável, como nome e número de inscrição no CRM.

Lembre-se: se tiver alguma dúvida sobre o uso de redes sociais, procure a Codame (Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos) de seu CRM.

*A Bayer não tem parceria ou se responsabiliza pelos serviços citados e prestados por terceiros.

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