Perguntas e respostas sobre liberação de testes rápidos de COVID-19 em farmácias pela Anvisa

A Anvisa liberou, em caráter excepcional, a realização de testes rápidos para diagnóstico de COVID-19 em farmácias. A medida exige a presença de profissionais capacitados para realizar o exame.

O teste rápido é feito para detectar se a pessoa já teve contato ou não com o vírus. O exame, colhido por amostra de sangue, utiliza o método de imunocromatografia, que consiste na geração de cor a partir de uma reação química entre um antígeno e um anticorpo.

De acordo com a Anvisa, como o organismo demanda tempo para produzir os anticorpos, a maior parte dos testes rápidos registrados pela agência têm maior chance de resultados robustos a partir do décimo dia de sintomas.

Pelo conhecimento que se tem da COVID-19 até o momento e pelas limitações do teste rápido, a comunidade científica e a Anvisa recomendam que a confirmação do resultado seja feita por meio do ensaio molecular (PT-PCR em tempo real), capaz de identificar a presença ou não do vírus. Amostras do PT-PCR são retiradas do nariz ou da boca com o uso de um swab. O exame leva horas para ficar pronto, mas, pela atual demanda no país, tem levado dias.

O Ministério da Saúde recomenda em protocolo que o profissional da saúde avalie a presença dos seguintes critérios clínicos para indicar a realização de exames:

  • Pessoa com quadro respiratório agudo, caracterizado por sensação febril ou febre, que pode ou não estar presente na hora da consulta (podendo ser relatada ao profissional de saúde), acompanhada de tosse OU dor de garganta OU coriza OU dificuldade respiratória (síndrome gripal).

  • Pessoa com desconforto respiratório/dificuldade para respirar OU pressão persistente no tórax OU saturação de oxigênio menor do que 95% em ar ambiente OU coloração azulada dos lábios ou rosto (Síndrome Respiratória Aguda Grave),

O site da agência também respondeu algumas das perguntas mais frequentes sobre a liberação dos testes em farmácias. Confira algumas das questões:

A partir de quando os testes estarão disponíveis nas farmácias e drogarias?

A disponibilidade depende da decisão dos estabelecimentos de oferecer ou não o serviço, além de estoque do produto.

Qual a forma de coleta de amostras, tipo de análise e tempo para os exames oferecidos em drogarias?

Para o teste rápido, a coleta de sangue é semelhante à que é feita para medição de glicose, com uma picada no dedo. Logo depois, a amostra é colocada em um pequeno dispositivo de teste, que dará o resultado entre 10 e 30 minutos. O exame só é indicado a partir do sétimo após o surgimento dos sintomas da doença. Se o resultado for positivo, indica que a pessoa já teve contato com o vírus.

Existe a possibilidade de haver um resultado falso positivo ou falso negativo?

Se a testagem ocorrer dentro do período de janela imunológica, que pode variar de 7 a 10 dias após o início de infecção, o resultado do ensaio poderá ser negativo, mesmo quando a pessoa estiver contaminada (falso negativo). Já o resultado do teste positivo indica a presença de anticorpos contra o Sars-CoV-2, o que significa que houve exposição ao vírus, não sendo possível definir apenas pelo resultado do teste se há ou não infecção ativa.

Como posso saber se o teste que está sendo usado é registrado pela Anvisa?

Os produtos para testagem do novo coronavírus são classificados como de risco III, isto é, de médio/alto risco ao indivíduo e saúde pública, passíveis de registro e destinados ao uso profissional. A lista de testes rápidos avaliados e aprovados pode ser encontrada no site da agência.

Posso comprar o teste e levar para casa?

A autorização da Anvisa é para a realização dos testes rápidos de uso profissional em farmácias. Não se trata de autoteste.

A farmácia pode oferecer este serviço em domicílio?

Não. O serviço de testagem em domicílio para Covid-19 não está preconizado no regulamento da Anvisa e ainda não é parte da estratégia de governo.

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