Resultados de terceira fase de vacina parecem promissores, mas ainda é preciso cautela

Nas últimas semanas resultados da vacina ao redor do mundo se mostraram promissores. A Pfizer e o laboratório alemão BioNTech anunciaram que a BNT162b2 teve 95% na prevenção à doença e que não houve efeitos colaterais graves de acordo com dados de fase 3.

No entanto, os resultados ainda não foram divulgados em uma revista científica. Segundo as empresas, elas "planejam apresentar os dados de eficácia e segurança do estudo para revisão por revistas científicas, assim que a análise dos dados for concluída".

Na última quinta-feira, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) recebeu dados referentes aos estudos não-clínicos e clínicos de fase 1 e 2 desta vacina. O procedimento foi adotado pelo órgão para acelerar o processo de liberação de vacinas contra a doença causada pelo novo coronavírus.

No entanto, antes da publicação dos resultados, a comunidade científica alerta que ainda é preciso cautela. Um exemplo é o ocorrido com o caso da AstraZeneca que havia publicado na semana passada uma eficácia média de 70% em seu imunizante.

A empresa afirmou que a vacina desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, na Inglaterra, precisará passar por um novo teste que não estava previsto no cronograma, após a empresa admitir um erro na dosagem da vacina.

De acordo com pronunciamento do presidente da AstraZeneca, Pascal Soriot, o novo estudo deverá testar uma dosagem menor da vacina nos voluntários para medir sua eficácia. A empresa enfrenta críticas e questionamentos da comunidade científica por falta de transparência.

“Agora que nós descobrimos o que é mais eficaz nós temos de validar, então precisaremos de um estudo adicional", afirmou Soriot, em entrevista a jornalistas. No entanto, para o executivo, o novo teste não deve atrasar uma eventual aprovação da vacina por porte dos órgãos regulatórios da Europa.

*A Bayer não tem parceria ou se responsabiliza pelos serviços citados e prestados por terceiros.

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