Veja dicas de como decidir entre financiamento ou aluguel de imóvel

Comprar um imóvel é uma decisão que depende de uma série de questões da vida pessoal. Tamanho da família, perspectivas profissionais, possibilidade de mudar em breve e, claro, capacidade financeira, são algumas delas.

Muita gente cai na tentação de realizar o sonho da casa própria sem antes pensar se este é o momento de comprar um imóvel ou se o financiamento cabe no seu bolso.

"Ainda há uma crença forte no Brasil de que pagar aluguel é jogar dinheiro fora. Mas não é bem assim", afirma a planejadora financeira Fernanda Prado, da Life Finanças Pessoais.

Financiar um imóvel ou morar de aluguel e poupar o dinheiro, o que vale mais a pena? Para a especialista, não há uma resposta única para todas as pessoas, que foge apenas da matemática. É fundamental pensar no seu momento de vida e nos objetivos para os próximos anos.

É preciso também analisar a questão pelo lado financeiro. "Para quem vai fazer a compra [do imóvel] à vista, uma conta simples é calcular a taxa de retorno do imóvel", aponta a advogada Daniele Akamines, diretora da consultoria Akamines Negócios Imobiliários. "Se o rendimento de uma aplicação for maior do que essa taxa, a compra não compensa, ao menos financeiramente."

A taxa de retorno do imóvel é quanto o aluguel representa em relação ao valor total da casa ou do apartamento, como se o aluguel fosse o rendimento mensal. O valor dos aluguéis geralmente giram em torno de 0,5% a 0,8% do valor total do imóvel.

Para facilitar a difícil escolha, o #SeCuidaDoutor separou dicas de especialistas para quem está mais propenso pelo financiamento ou pela compra poderem refletir melhor sobre sua escolha. Confira abaixo.

Dicas para quem vai financiar a casa própria

Entrada: quanto maior melhor

Se optar por financiar a casa própria, o ideal é dar o maior valor possível de entrada --especialistas recomendam que a entrada seja de pelo menos metade do valor do imóvel para diminuir a taxa de juros a longo prazo. Outra dica ainda é amortizar parcelas ao longo do financiamento.

Pesquise financiamentos

Pesquisar é a máxima. No caso do financiamento, procure diversos bancos, levante as taxas de juros e as condições, até encontrar aquele que mais tem a ver com o seu perfil.

Saiba o custo total

Verifique quanto o financiamento vai custar ao todo – muitas pessoas esquecem isso e olham apenas a parcela mensal. "Não é só olhar o valor da parcela. Se o total for muito alto, tente reduzir o prazo final. Quanto mais longo é o financiamento, mais caro fica", diz Fernanda.

Considere o impacto na renda

Pense no quanto a parcela vai impactar a renda da família para não comprometer demais a qualidade de vida, como ter que cortar idas a restaurantes ou parar de viajar nas férias. A recomendação é nunca comprometer mais de 30% da renda mensal familiar líquida (já tirando os descontos com a prestação da casa própria).

Tente pagar mais rápido

Se possível, procure amortizar a dívida para reduzir o valor. Tenha como objetivo pagar o mais rápido que puder. Se for possível no seu caso, use o FGTS para quitar.

Não se esqueça de condomínio e IPTU

Analise com cuidado o valor do condomínio (se tiver). Também vale conferir o IPTU. Essas duas cobranças podem pesar na hora de planejar os gastos com imóvel.

Dinheiro parado

Imóvel costuma ter pouca liquidez, ou seja, se você precisar do dinheiro aplicado nele, pode não conseguir vendê-lo rapidamente.

Dicas para quem vai alugar

Saiba quanto pode gastar

Se optar pelo aluguel, como definir o valor que cabe no seu bolso? Como mencionamos acima, especialistas recomendam que o valor gasto com moradia não ultrapasse 30% do orçamento líquido. Isso inclui não só o aluguel em si, mas também condomínio, IPTU e despesas com manutenção e limpeza. "Tudo isso deve entrar na conta ao se estimar o valor do aluguel", afirma Mauro Calil, especialista em investimentos do banco Ourinvest.

Aproveite para investir

A sugestão para quem opta pelo aluguel é aplicar o dinheiro que iria para o sonho da casa própria. Um caminho é escolher aplicações financeiras conservadoras e de baixo risco, como Tesouro Direto, fundos DI e CDBs. A indicação é planejar o tempo necessário para investir (quantos anos, por exemplo). Busque uma aplicação com vencimento próximo a esse prazo.

"A recomendação é investir em títulos privados como o CDB para horizontes mais curtos (menos de cinco anos), ou títulos públicos do Tesouro Direto, para prazos acima de cinco anos", afirma Fernanda.

*A Bayer não tem parceria ou se responsabiliza pelos serviços citados e prestados por terceiros.

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