Atividade física

VOCÊ JÁ SE EXERCITOU HOJE?

Rotina atribulada não pode ser desculpa para sedentarismo; qualquer forma de movimento já é capaz de trazer benefícios.

Texto: Flávia Corbó

Já dizia a sabedoria popular: santo de casa não faz milagre. Deve ser por isso que, mesmo cientes da importância da prática regular de atividade física, muitos médicos se deixam engolir pela rotina e se acomodam no conforto do sedentarismo. De maneira quase unânime, a falta de tempo é apontada como culpada pelo descuido com a saúde física.

De acordo com o professor do curso de Educação Física da Universidade Anhembi Morumbi, Leonardo Lima, não há espaço para desculpas. A recomendação Organização Mundial de Saúde é de 100 a 200 minutos de atividade física por semana.

Esse tempo pode ser distribuído ao longo da semana da maneira que for mais conveniente – quatro vezes na semana por trinta minutos ou duas vezes na semana por cinquenta minutos, por exemplo.

Quanto ao melhor horário, não há uma regra. É preciso encontrar a melhor opção dentro da rotina de cada um. Vale inclusive lançar mão de horários considerados inusitados: “A maioria dos médicos que treinei foi na hora do almoço. Eles faziam um lanche antes da aula, treinavam e, na sequência, tomavam banho e voltavam ao trabalho. Era o horário em que mais se encaixavam”, conta Lima. O único cuidado é quanto a intensidade dos exercícios realizados à noite. “Podem acabar atrapalhando a qualidade do sono, devido a ativação do sistema nervoso simpático.

Para garantir a assiduidade, também é importante encontrar uma modalidade que dê prazer. “Não adianta se matricular em uma academia e fazer musculação se a pessoa não gosta. Invista em outra coisa, como tênis, natação. É preciso focar no que mais lhe agrada”, orienta Lima. A única recomendação a ser seguida na escolha da modalidade é que ela trabalhe um tripé básico: melhora na condição cardiorrespiratória, flexibilidade e força.

Para isso, não preciso estar obrigatoriamente em uma academia. A escolha do local da prática de exercício é fundamental. Caso o deslocamento até a academia envolva quilômetros a mais de trânsito e estresse, isso pode ser um fator de desmotivação. “Com o auxílio de alguns acessórios, como cordas e elásticos é possível se exercitar em qualquer local, como um parque ou em casa”, destaca Lima.

Burnout

Falta de energia e de entusiasmo caracteriza a exaustão emocional, que somada ao sentimento de frustração e tensão por falta de condições no trabalho, pode gerar uma síndrome preocupante para a classe médica.

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Depoimento

"...A síndrome de Burnout prejudica do profissional, a quem ele atende, os colegas e a instituição. E para o enfrentamento dessa síndrome são necessárias intervenções focadas no indivíduo: meditação, educação, saúde, hobbies, atividades física e vida em família e amigos..."

Profª Drª Carmita H. N Abdo

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